Como comer bem sem gastar muito

21/09/2016

A vida moderna, cada vez mais dedicada ao trabalho, aliada ao estresse e à falta de tempo, tem mudado de forma radical o cotidiano da esmagadora maioria das pessoas, sobretudo as que vivem nas grandes cidades, nas quais é comum perder mais de duas horas no trânsito apenas para se locomover entre casa e trabalho.

Com isso, o estilo de vida sofre mudanças significativas, e a alimentação está entre aquilo que se dedica menos. É muito comum comer fora, recorrendo muitas vezes ao fast-food, ou mesmo quando se come em casa, a alternativa é um insosso e nada saudável congelado.

Não bastasse tudo isso, a correria do dia a dia traz junto o sedentarismo. Números do Ministério da Saúde mostram que 51% da população brasileira com mais de 18 anos está acima do peso.

Para a nutricionista Mara Baiocchi, da Universidade de Brasília, comer bem não significa gastar muito. “Ameixa, cereja, lichia são alimentos saudáveis e caros. Mas a banana, a laranja, o abacaxi e a melancia também são muito saudáveis e não são caros”.

Para ela, as escolhas na hora de fazer as compras no supermercado ou mesmo de montar um prato no self-service podem fazer a diferença na saúde e no bolso. “Aí é onde entra o trabalho de educação alimentar, ou uma reeducação”.

O Ministério da Saúde explica que a alimentação saudável é, em termos gerais, saborosa, variada, colorida, acessível financeiramente, equilibrada em quantidade e qualidade e segura sanitariamente. “Nenhum alimento está proibido, mas deve haver um balanceamento. Posso ter o dia da feijoada, uma vez por semana e sem abusar”, exemplifica a nutricionista.

A má alimentação e o sedentarismo podem trazer, além do sobrepeso, hipertensão, colesterol e diabetes. A forma mais equilibrada de se ter refeições saudáveis e balanceadas tanto nutritiva quanto financeiramente é fazer três refeições diárias, intercalando com dois lanches ou frutas, preferir grãos integrais, ingerir legumes e verduras, leite e seus derivados, ao menos dois litros de água por dia e 30 minutos de atividade física diariamente, além de evitar refrigerantes, bebidas alcoólicas, cigarro, guloseimas como biscoitos, doces e sucos industrializados, e reduzir o consumo de óleos, gorduras e sal.

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