Câncer de mama: tudo o que você precisa saber

06/10/2016

O câncer de mama é causado por alterações genéticas. Essas podem ser estimuladas por fatores ambientais ou de risco, entre eles o uso de hormônios, início de menstruação precoce, menopausa ou gravidez tardia, ingestão de bebida alcoólica, excesso de peso ou até mesmo fatores genéticos.

Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter uma doença como o câncer. Muitas pessoas que contraem a doença podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer de mama tem algum fator de risco, muitas vezes é muito difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

 

A MAMA

A mama é constituída por estruturas produtoras de leite (lóbulos), ductos – que são pequenos canais que ligam os lóbulos ao mamilo -, gordura, tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e vasos linfáticos.

Vasos linfáticos são semelhantes aos vasos sanguíneos, só que em vez de sangue, transportam linfa, um líquido que contém células do sistema de defesa, gordura e proteínas. Ao longo dos vasos linfáticos há pequenos órgãos em forma de feijões, ou gânglios, ou nódulos linfáticos, ou ainda linfonodos, que armazenam glóbulos brancos chamados linfócitos.

A maioria dos vasos linfáticos da mama leva a gânglios linfáticos situados nas axilas, denominados nódulos ou gânglios axilares. Se as células cancerosas atingirem esses gânglios, a probabilidade de que a doença se espalhe para outros órgãos é maior. Boa parte dos cânceres de mama começa nos ductos (carcinomas ductais), alguns têm início nos lóbulos (carcinoma lobular) e os demais nos outros tecidos.

O câncer de mama é o mais incidente nas mulheres, atrás apenas dos casos de câncer de pele não melanoma. Para este ano a estimativa é de 57.960 novos casos.

 

DIAGNÓSTICO PRECOCE

Sim, o câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. No entanto, quanto mais cedo ele for detectado, mais fácil será curá-lo. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de um centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%. Quanto maior o tumor, infelizmente menor a probabilidade de vencer a doença.

Então, mesmo com todos os avanços da medicina, a detecção precoce é ainda um fundamental na luta contra o câncer de mama. E a principal arma para vencer a doença é a mamografia, realizada uma vez por ano em toda mulher com 40 anos ou mais. É a partir dessa idade que o risco da doença começa a aumentar significativamente. A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de um centímetro. Com esse tamanho, o nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.

 

OS SINTOMAS

– Dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro)

– Aparecimento de caroço

– Inchaço em parte do seio

– Irritação da pele ou aparecimento de irregularidades na pele, como covinhas ou franzidos, ou que fazem a pele se assemelhar à casca de uma laranja

– Vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama.

– Saída de secreção (que não leite) pelo mamilo.

– Um caroço nas axilas.

 

TIPOS DE CÂNCER DE MAMA

 Carcinoma ductal in situ: É um câncer de mama em fase inicial que, a princípio, não teria capacidade de desenvolver metástase;

Carcinoma ductal invasivo: é o tipo mais comum de câncer de mama. Apresenta capacidade de desenvolver metástase (tumor formado por células cancerígenas metastáticas)

Carcinoma lobular invasivo: é o segundo tipo mais comum de câncer de mama e está relacionado ao risco de desenvolvimento de câncer na outra mama e também ao câncer de ovário. Apresenta a possibilidade de desenvolver metástase.

 

Fontes:

http://www.accamargo.org.br/tudo-sobre-o-cancer/mama/27/

http://www.mulherconsciente.com.br/cancer-de-mama/sobre-o-cancer/

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/quais-sao-as-possiveis-causas-do-cancer-de-mama/3957/669/

 

 

 

Posted in Blog